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LEVANTAMENTO E OCORRÊNCIA DE PLANTAS MEDICINAIS ARBÓREAS E PRODUTOS NÃO-MADEIREIROS EM FLORESTA OMBRÓFILA MISTA ALUVIAL.
Suzel Faedo Pinto (PROIC/ UNICENTRO) e-mail: suzel_hc@hotmail.com , Luciano Farinha Watzlawick (Orientador) e-mail: farinha@unicentro.br.
Universidade Estadual do Centro - Oeste/Centro de Ciências Agrárias e Ambiental – Guarapuava – PR
Palavras-chave: medicinais, arbóreas, não-madeireiros.
Resumo:

As plantas medicinais são utilizadas pela humanidade tradicionalmente pelas mais diversas culturas. A procura por plantas medicinais apresenta-se como uma alternativa de cura satisfatória, por ser economicamente viável e apresentar efeitos colaterais menores ou menos perceptíveis do que os medicamentos de origem artificial.

A necessidade de estudos ainda é muito grande, e os resultados obtidos ainda são pouco disseminados. Este fato compromete um maior aproveitamento da exploração deste recurso, sendo assim, é necessária uma busca por mais conhecimento e novas formas de transmissão do assunto, visando que toda população tenha acesso a tais informações.

Este trabalho analisou e levantou bibliograficamente 14 espécies com potencial medicinal e não-madeireiro encontradas em um fragmento de Floresta Ombrófila Mista Aluvial localizada no Campus da Universidade Estadual do Centro- Oeste – UNICENTRO.


Introdução
Os benefícios que as plantas medicinais trazem à humanidade estão arraigados a sua história. A procura por plantas medicinais se apresenta como uma alternativa de cura satisfatória, por ser economicamente viável e apresentar efeitos colaterais menores ou menos perceptíveis do que os medicamentos de origem artificiais. Este trabalho tem como objetivo analisar e descrever as propriedades fitoterápicas e seus produtos não-madeireiros encontradas em um fragmento de Flores Ombrófila Mista Aluvial localizada no Campus da Universidade Estadual do Centro- Oeste – UNICENTRO.
Materiais e Métodos

A área em estudo encontra-se entre as coordenadas geográficas 25°23’36” latitude sul e 51°27’19” longitude oeste, no município de Guarapuava, Paraná, em um remanescente de Floresta Ombrófila Mista Aluvial, situado no campus da Universidade Estadual do Centro-Oeste (UNICENTRO).

Para o estudo da vegetação foram instaladas 6 unidades amostrais permanentes de 10 x 50 m ( 500 m²) de forma aleatória, totalizando uma amostragem de 3.000 m², onde todos os indivíduos arbóreos com DAP (maior ou igual) 5 cm foram medidos, identificados e classificados de acordo com sua posição sociológica e posteriormente georreferenciados na área.
Resultados e Discussão: Foram inventariadas 824 árvores de 53 espécies botânicas, pertencentes a 26 famílias e distribuídas em 46 gêneros, destas 14 espécies tem potencial medicinal e não-madeireiro.

As espécies ocorrentes na área, que apresentam propriedades fitoterápicas, estão relacionadas abaixo por ordem de família, com seus respectivos nomes populares, aplicação medicinal e produtos não-madeireiros.



Schinus terebinthifolius Raddi; Mem. Aroeira-vermelha, Família: Anacardiaceae. Medicinal: Espécie antitérmica, empregada na medicina doméstica. Produtos não-madeireiros: Pigmento da casca. utilizado para tingir e fortalecer redes de pesca. Da semente extrai-se óleo volátil, com propriedade inseticida (Saleh, 1989).

Lithrea molleoides (Vellozo) Engler. Aroeira-branca. Família: Anacardiaceae. Medicinal: Os produtos da árvore podem causar afecção cutânea semelhante a urticária. Produtos não-madeireiros: Na Argentina, os frutos são utilizados no preparo da bebida aloja.

Araucaria angustifolia (Bertoloni) Otto Kuntze. Pinheiro-do-paraná, Família: Araucariaceae. Medicinal: Combate a azia, a anemia e a debilidade do organismo. Produtos não-madeireiros: A casca fornece bebida agradável.

Tabebuia alba (Chamisso) Sandwith. Ipê-amarelo, Família: Bignoniaceae

Medicinal: A entrecasca tem propriedades diuréticas. Produtos não-madeireiros: As flores dessa espécie são atrativas para abelhas.

Maytenus ilicifolia Martius ex Reissek. Espinheira-santa, Família: Celastraceae. Medicinal: A casca do caule e a raiz são usadas no tratamento de doenças do trato urinário e câncer de pele. Produtos não-madeireiros: Importante para restauração de ambientes ripários e de ecossistemas degradados.

Sebastiana commersonianna (Baillon) L. B. Smith. & R.J. Downs. Branquinho, Família:Euphorbiaceae. Medicinal: O cozimento da casca é indicado contra a gonorréia e contra a leucorréia. Produtos não madeireiros: Adequada para a fabricação de papel.

Ocotea puberula (Nees et Martius) Nees. Canela-Guaicá, Família: Lauraceae. Medicinal: A parte interna do caule é usada no tratamento de furúnculo. Produtos não-madeireiros: Libera goma ou resina pegajosa da casca interna.

Campomanesia xanthocarpa Berg. Guaviroveira, Família: Myrtaceae. Medicinal: A pele dos frutos rende um óleo empregado para tratar catarros, diarréia e disenteria. Produtos não-madeireiros: Árvore silvestre com frutos de grande importância.

Gallesia integrifolia (Spreng.) Harms. Pau-d’alho, Família: Phytolaccaceae. Medicinal: A casca produz essência aliácea. Produtos não-madeireiros: Recomendada para arborização de parques.

Prunus brasiliensis (Chamisso e Schlechtendal) D. Dietrich. Pessegueiro-bravo, Família: Rosaceae. Medicinal: Folhas e casca do caule são usadas no tratamento da dor de dentes, dor de cabeça, febre e tosse. Produtos não-madeireiros: A casca apresenta saponina em pequena quantidade.

Zanthoxylum rhoifolium Lam. Juvevê, Família: Rutaceae. Medicinal: Utilizado para aliviar dores de dente e de ouvido. Produtos não-madeireiros: a semente dá origem a um óleo secativo.

Allophylus edulis (St. Hill.) Radlk. Vacum, Família: Sapindaceae. Medicinal: O suco da folha é empregado no combate a icterícia. Produtos não-madeireiros: Os frutos são comestíveis, doces e de sabor agradável, sendo, por isso, aproveitados como fruta de mesa (Reitz, 1980).

Symplocos uniflora (Pohl.) Benth. Sete-sangrias/ maria-mole, Família: Symplocaceae. Medicinal: A casca da raiz tem função adstringente. Produtos não-madeireiros: As partes aéreas podem estar entre os adulterantes da erva-mate comercial.

Vitex megapotamica (Sprengel) Moldenke. Tarumã, Família: Verbenaceae. Medicinal: As folhas são indicadas como depurativo do sangue. Produtos não-madeireiros: Os frutos podem ser usados, na pesca, como iscas.
Conclusões

Por meio deste estudo foi possível conhecer a riqueza do fragmento e identificar as espécies que possuem qualidades terapêuticas e não-madeireiras. O presente trabalho deixa evidente que o fragmento estudado apresenta potencial não-madeireiro e medicinal.


Referências

Botsaris, A. S. Fitoterapia chinesa e plantas brasileiras. São Paulo: Ícone, 1995. 1-550.

Carvalho, P. E. R. Espécies florestais brasileiras: recomendações silviculturais, potencialidade e uso da madeira. , 1994. Vol. 01. 1-640.

Garcia, E. S. Biodiversity, Biotechnology and Health. Cad. Saúde Públ., Rio de Janeiro, 11 (3): 495-500, Jul/Sep, 1995.

Lima, C. B. Plantas medicinais utilizadas em duas localidades do município de Bandeirantes-PR. Tese de Mestrado, Universidade Estadual Paulista, 2000.

Lorenzi, H. Árvores Brasileiras: manual de identificação e cultivo de plantas arbóreas nativas do Brasil. Nova Odessa: Plantarum, 2002. 1-352.

Maack, R. Geografia física do Estado do Paraná. 2. ed. Rio de Janeiro: José de Olympio, 1981. 1- 450.

Reitz, R. Sapindáceas. Itajaí: Herbário Barbosa Rodrigues, 1980. 1-156.



Saleh, M. A. Iufro Information Service for Developing Countries, Vienna, n. 3, p. 119, 1989. 1655.


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